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Consultoria e Informações
Redução de intersecções viárias de modo a assegurar a fluidez do trânsito na Zona A
  • Data: 2015-07-20

Descrição

A fim de bem realizar o ordenamento geral viário dos Novos Aterros Urbanos, o Governo da Região Administrativa Especial de Macau incumbiu uma instituição académica da especialidade de realizar um estudo sobre a avaliação do impacto do trânsito nos Novos Aterros Urbanos, de modo a realizar-se a proposta do ordenamento geral dos Novos Aterros Urbanos, direccionado para os meios de transportes públicos, centrado na criação de um sistema viário regional e que inclua a interligação coordenada entre os principais acessos viários dos Novos Aterros Urbanos e a rede viária da Península de Macau e da Taipa, criando assim um sistema viário homogéneo cujo sistema viário principal está ligado às zonas urbanas vizinhas, por forma a criar em Macau uma malha viária com características singulares e diversificadas em diferentes bairros.

Criação de intersecções viárias relevantes de ligação com a Península de Macau

Considerando que a Zona A dos Novos Aterros Urbanos ocupa a maior área de aterro a conquistar ao mar, o seu ordenamento viário merece a atenção redobrada da população. E sendo objectivo do Governo a criação de uma área comunitária habitacional, foi então definido o ordenamento geral viário da Zona A, com base nos resultados dos respectivos estudos e tendo em consideração geral diversos factores, nomeadamente o aumento populacional nesta zona e a inalteração dos equipamentos de apoio e dos espaços públicos abertos. A Zona A formará uma malha viária composta por “dois eixos viários transversais e dois eixos viários centrais”, dividida em 4 níveis: acessos viários periféricos circundantes, artérias viárias, acessos viários secundários e ramificações viárias, de modo a que mediante a redução das intersecções viárias seja possível uma maior fluidez do trânsito, aproveitando-se ainda os principais acessos viários internos para garantir a ligação com as principais artérias viárias da Península de Macau e aumentar a densidade das redes viárias, em prol da boa deslocação na Zona A no futuro.

Dado que os acessos viários da Zona A estarão interligados com o Posto Fronteiriço das Portas do Cerco, a ilha artificial, a Península de Macau e a Taipa, prevê-se congestionamento no trânsito nestas intersecções viárias, assim, o Governo, através de políticas eficazes de gestão do trânsito e de medidas de controle do tráfego rodoviário, irá proceder à devida gestão do trânsito rodoviário, separando o trânsito das intersecções viárias e o trânsito da Zona A, por forma a racionalizar os recursos viários e dirimir o congestionamento de trânsito. Por outro lado, no planeamento foram preliminarmente projectadas as principais vias de acesso entre a Zona A e o exterior e ponderada a capacidade rodoviária da Avenida da Amizade, da Ponte da Amizade e da rede viária da Península de Macau, assim como o devido limite de distância entre as intersecções viárias, em articulação com a política dos transportes públicos e o plano director no qual estão previstos quatro pontos de ligação com a Península de Macau, uma ligação com a ilha artificial de Zhuhai-Macau e uma ligação com a quarta via que poderá satisfazer na generalidade as necessidades do aproveitamento dos solos integrados no âmbito do planeamento urbanístico.

Promoção da política dos transportes públicos e criação de um ambiente pedonal

O princípio da primazia dos transportes públicos consiste já numa tendência geral das regiões mais desenvolvidas do mundo, assim como na rota para a construção de uma cidade propícia à habitação. Em articulação com o princípio directivo dos transportes públicos da Zona A, o Governo criará condições e medidas de incentivo para promover a cooperação entre o Governo e a população, de modo a reduzir o uso de veículos particulares e aumentar os serviços de transportes públicos e a taxa de utilização dos mesmos. Por outro lado, de acordo com a política de desenvolvimento dos transportes e trânsito de Macau, será criado um ambiente propício à habitação e à deslocação ecológica, sendo assim, na Zona A será ainda edificado um complexo comunitário composto por superestrutura e infra-estrutura voltado para os transportes públicos, por forma a criar assim um sistema pedonal de lazer e incentivar a deslocação pedonal no interior da ilha.

No decurso do desenvolvimento da Zona A dos Novos Aterros Urbanos, os diversos equipamentos, nomeadamente as habitações, serão projectadas e construídas de forma programada e faseada, assim, a população passará a residir progressivamente nestas habitações. Em função das circunstâncias concretas, o Governo irá estar atento à tendência geral do desenvolvimento dos transportes. Atendendo que no decurso do desenvolvimento da Zona A poderão eventualmente surgir diferentes situações de trânsito, serão então introduzidas as devidas alterações de modo a criar um desenvolvimento comunitário habitacional sustentável.

Ordenamento viário dos Novos Aterros Urbanos em articulação com a rede viária envolvente

Relativamente à distribuição da malha viária, será criado um “um eixo viário transversal” na Zona B dos Novos Aterros Urbanos com uma área de cerca de 49 hectares (ou seja nos acessos das zonas A e B). Considerando que na periferia dispõe de uma rede viária mais optimizada, futuramente será possível desviar a maioria do trânsito das intersecções viárias através dos acessos viários das zonas A e B. Através das artérias principais, nomeadamente a Avenida Dr. Sun Yat-Sen e a Avenida da Amizade, a rede rodoviária de zona B poderá ser ligada às zonas vizinhas. Após avaliação e estudo, os futuros meios de mobilização poderão prestar bons serviços de transporte viário. Além disso, em articulação com a construção do sistema do metro ligeiro, será reforçado o sistema pedonal de lazer, serão optimizados os equipamentos pedonais da Avenida Dr. Sun Yat-Sen no sentido de melhorar acessos e formas de deslocação.

Criação de bairros com transportes ecológicos nas Zonas C, D e E1

Nas zonas C, D e E1 será internamente formado um sistema viário principal composto por “um eixo viário transversal e três eixos viários centrais”, no qual o “eixo viário transversal” interligará as zonas C, D e E1que por sua vez estabelecerá comunicação com a 4.ª ligação viária, a qual permitirá que o trânsito siga até a Península de Macau, podendo ainda os “três eixos viários centrais” interligarem-se com a Estrada de Pac On em direcção à Estrada Nordeste da Taipa, à Taipa ou a outras localidades da Península de Macau.

No estudo do planeamento foi proposto que nas zonas de C, D e E1 futuramente seja adoptada uma política específica de trânsito, baseado no modelo “P+R”, ou seja “paragem de veículo e transbordo de autocarro”. Em termos concepcionais, consiste num modelo em que os veículos motorizados podem ser parcados nas zonas C e E1 onde é possível efectuar o transbordo para autocarros das zonas C e D ou através dos demais meios de transportes públicos ou através da deslocação pedonal, sendo ainda proposto a mobilidade pedonal ou por meio de bicicletas, criando-se assim uma zona com transportes ecológicos baseados sobretudo no transporte público ecológico e na deslocação pedonal.

  • Ordenamento viário dos novos aterros de modo a assegurar a fluidez do trânsito na Zona A
    Ordenamento viário dos novos aterros de modo a assegurar a fluidez do trânsito na Zona A
  • Criação de bairros com transportes ecológicos nas Zonas C, D e E1
    Criação de bairros com transportes ecológicos nas Zonas C, D e E1
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